quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Antivírus da Microsoft não passa em teste de certificação

A empresa questionou a metodologia dos testes, mas garantiu que vai trabalhar para reverter essa situação.
 
Antivírus da Microsoft não passa em teste de certificação
(Fonte da imagem: Reprodução/Baixaki)

O AV-TEST Institute é uma entidade internacional independente que procura oferecer aos profissionais de TI informações sobre novas ameaças virtuais descobertas. O Instituto também testa os softwares antivírus e oferece um selo de certificação para os produtos. Dessa forma, é possível garantir que o aplicativo analisado é eficiente e consegue barrar a maioria das ameaças.

Recentemente, o instituto testou diversos produtos; entre eles, o Microsoft Security Essentials. Mas, para a surpresa da gigante de Redmond, o seu aplicativo não foi aprovado por não apresentar a eficiência necessária.

O produto da Microsoft foi testado junto com outros 24 softwares de segurança e falhou em detectar alguns tipos de malwares, obtendo um resultado de 71% enquanto a média da indústria é de 92%. Além dele, outros dois aplicativos reprovaram: AhnLab V3 Internet Security 8.0 e PC Tools Internet Security 2012.

Microsoft questionou a metodologia dos testes

A empresa não ficou muito satisfeita e afirmou que executou uma análise rigorosa dos resultados. Ela afirma que descobriu que apenas 0,003% dos usuários do Microsoft Security Essentials estão sujeitos a sofrer problemas com os malwares não detectados pelo programa.

A Microsoft não só desafia os resultados desses testes como também dos testes de antivírus em geral, uma vez que ela alega ser “difícil para as organizações independentes de testes antimalware criar testes condizentes com as condições do mundo real”.

De acordo com esses dados, a companhia garante que prioriza os resultados obtidos pelos usuários, e que 94% dos 28 malwares não detectados não representam o que os consumidores encontram nas suas máquinas.

Apesar disso, a Microsoft garantiu que vai trabalhar para reduzir esse impacto para zero.


Fonte: Microsoft Malware Protection Center, AV-TEST